Informação sobre Empregos Tecnológicos em Portugal

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img-tech-glass-wallEm janeiro de 2016, a revista Visão publicou uma notícia sobre o emprego tecnológico em Portugal, que presta um esclarecimento atualizado sobre as perspetivas na área e o posicionamento do nosso país face aos parceiros europeus.

De acordo com dados recentes, divulgados pela Eurostat, o número de trabalhadores do setor das tecnologias da informação e da comunicação atingiu, em 2014, o número aproximado de 111 300 trabalhadores, o que representa 2,5% da população empregada, permitindo a constatação de que Portugal foi o país comunitário em que o emprego nas TIC mais aumentou desde 2011, com um crescimento de 68%. Apesar das perspetivas animadoras, este número deixa-nos ainda atrás da média europeia, que é de 3% de empregados.

Sendo um setor em crescimento, gerando atualmente grande dinamismo no âmbito das contratações (é o que mais se destaca nas ofertas de emprego), há empresas que ainda reclamam do défice de quadros, em alinhamento com as necessidades manifestadas pelos restantes países europeus, que reportam carência de perfis qualificados, com uma resposta, ao nível das instituições de ensino, que não acompanha as necessidades de mercado. Alguns dos perfis e funções mais procurados são: engenheiros especializados em TI e informática, programadores, web developers e webmasters. Apesar deste panorama, Portugal é ainda referido como o segundo país da UE onde as empresas sentem menos dificuldade em encontrar mão de obra qualificada no setor das tecnologias da informação e da comunicação (21%), antecedido apenas pela Espanha. Além disso, os nossos profissionais contam com uma credibilidade internacional, o que faz com que sejam procurados por empresas estrangeiras.

Isto enquanto se reconhece a prevalência da presença masculina entre os profissionais das TIC. Ironicamente, o setor da economia tecnologicamente mais avançado em Portugal é um dos mais atrasados quanto à igualdade de géneros, com 86,4% de trabalhadores homens, sendo que o nosso país também não constitui exceção face à média europeia.